7 atitudes brasileiras que dificultam a vida no exterior

Salut, salut!

Você que sempre navega pelo mundão da internet, pelos milhões de blogs, posts no Facebook, canais no YouTube, etc, etc, etc, já deve ter caído, mesmo que por acaso, em algum assunto de pessoas que não deram certo no exterior. Pessoas que contaram com vários problemas e entre eles a adaptação e a integração em um novo país.

Mas será que já paramos pra pensar no outro lado?
– Que lado?
– Esse que está neste post…

Antes de continuar, leia com atenção o trecho abaixo:

Aos que já conhecem meu blog e, principalmente, àqueles que me conhecem pessoalmente, sabem que não sou de colocar opiniões. Meus posts são para informar e sempre deixo o mais neutro possível, assim cada leitor pode pesquisar e tirar suas próprias conclusões.

Porém, existem alguns assuntos no qual não há como deixar a opinião de lado. É por isso que criei uma categoria separada para isso no blog. Assim não misturamos as coisas. Ainda assim, quero deixar bem claro que se trata da MINHA OPINIÃO. Ela pode não ser igual a de outras pessoas e nem precisa. É dessa forma que criamos discussões saudáveis.

Portanto, assim como estou colocando minha opinião publicamente no blog, de forma respeitosa, espero que cada leitor faça o mesmo, se achar que deve comentar. Eu aceito todo tipo de comentário, crítica e outras opiniões, mas sejamos respeitosos na hora de discutir. Lembre-se que a internet é um local público. Eu não irei apagar os comentários, então fique ciente que a falta de respeito será vista por todos. 😉

Dito isso… Vou falar um pouquinho sobre minha pessoa:

Moro há 4 anos no Canada, destes, todos no Québec (província) e desde novembro de 2016 fazendo indas e vindas de Montréal à Québec (cidade), pois trabalho na cidade de Montréal, mas tenho minha casa em Québec.

O Canada, como todos sabem, é considerado um ótimo país para se viver. Um lugar onde as pessoas respeitam as diferenças, crenças, religiões e, até mesmo, ideologias. Esse é aquele respeito que a gente sempre ouve muito falar quando é pequeno. Respeitar o próximo, cada indivíduo, para ser respeitado. Então vamos à primeira atitude:

1. “A opinião é minha e falo quando quiser!”

Muitos brasileiros aprendem desde pequeno que devemos ter “liberdade de expressão”. O que não aprendemos é que existe uma grande diferença entre “liberdade de expressão” e “opinião”. Pausa para o português…

“Opinião pessoal” é pleonasmo, já que toda opinião é sempre pessoal.

Vamos tentar imaginar uma situação típica:

  • Você está numa mesa de bar com os amigos. Homens, mulheres, todas as idades, pai de família, etc;
  • Então passa uma moça, que nenhuma pessoa que está nessa mesa conhece;
  • Ela está usando uma blusa bem decotada e uma saia bem curta;
  • Todos na mesa reparam, afinal, não há como não reparar;
  • Agora, pense consigo mesmo qual seria a reação das pessoas na mesa;
  • Não vale mentir, afinal, se fizer isso, estará mentindo pra você mesmo!

Indiferente da sua resposta. Se ela continha alguma opinião, pronto! Você acabou de passar pelo primeiro problema de integração no exterior. Pois é. No Canada em geral, colocar opiniões sobre outra pessoa quando ela não é solicitada é abrir a porta para ouvir um: ninguém perguntou o que você acha.

2vyj2g1Pode até parecer estranho, as vezes até um pouco de frieza (como muitos acham), mas é a pura verdade. Opinião só deve ser dada quando é solicitada. Quando ninguém perguntou, é como se você tivesse subido na mesa do bar e dito: eu acho tal coisa!!! Acredito que ninguém faça isso. Então por que dar a opinião que ninguém perguntou?

Isso também vale para grupos no WhatsApp, Facebook, Telegram, etc. Por favor, não use como desculpa o famoso “Se não quiser ver é só não abrir/ler/assistir”. Não! Muitos grupos tem um propósito, um foco e um assunto. Respeite-o. Imagina se todos saírem postando o que quiser e falar pra quem não quiser é só “passar reto”. É a mesma história da mesa de bar. Alguém sobe na mesa e diz “vou dar minha opinião, quem não quiser ouvir tape os ouvidos ou saia!” Eu duvido muito…

Nós brasileiros temos essa mania e isso faz com que os nativos se afastem. No Canada acontece isso. Não importa qual seja sua opinião, deixe para expor ela se alguém quiser ouvir, caso contrário, guarde ela com você e conte-a para o espelho do seu banheiro.

2. “Os incomodados que se mudem”

Essa eu tenho certeza que você já ouviu ao menos uma vez na vida! Se não ouviu, acho que você não é brasileiro! (Talvez tenha algo parecido no exterior, mas ainda não ouvi)

Não é questão de complexo de vira-lata, mas sim sobre um contexto de “a casa é minha, não gostou, vá embora”. Vai dizer que você não fica incomodado quando gringos falam o que acham do Brasil, principalmente quando são críticas! Basta relembrar o texto que um gringo fez sobre o Brasil e que recebeu vários comentários do tipo “os incomodados…” Algumas pessoas concordaram, mas a enxurrada de críticas foi ainda maior. Se você não leu, leia: Uma Carta Aberta ao Brasil. Essa é apenas uma delas, existem muitas outras.

Aí você chega num novo país, acha que tudo é paraíso, vai ao médico com aquela dorzinha de cabeça, fica 12h aguardando na urgência e pronto! Começa a criticar tudo! E como se não bastasse, você aproveita os Happy Hours (que deveriam ser happy) pra usar do primeiro item dessa lista.

reflitc3a3oConclusão: nenhum nativo te convida mais para aqueles momentos felizes e você não entende o por quê.

Não é por nada não, mas será que não é pelo fato de você estar cuspindo no prato onde come? Huuuum… Vale a reflexão!

Obviamente que o paraíso não existe. Pelo menos não na terra ou onde conhecemos. Se ele existe após a morte, eu prefiro esperar ainda muuuuuito tempo pra saber, mas não vou ter como contar pra vocês como é lá. 😀 Problemas existem em qualquer lugar e eu entendo que a língua – ou os dedos – coça(m) pra criticar, mas que tal deixar para fazer isso de uma forma que sua crítica possa ser usada para algo? Participar de comissões de bairro já é alguma coisa.

Então, assim como você, brasileiro, vivendo no Brasil, não gosta de gringo criticando “sua casa”, não faça exatamente aquilo que você não gosta. Todos ficam felizes e a vida fica mais leve.

3. “Regras existem para serem quebradas” (oi?)

Aí o brasileiro, todo feliz, chega no Canada (ou outros lugares). Não está nem aí para as regras, afinal, no Brasil regra é exceção. Passa num mercadinho, compra uma cerveja e sai passeando por aí tomando ela.

18De repente, um guarda pára ele, diz que é proibido beber na rua, pede pra jogar fora e aplica uma multinha de aproximadamente $270. Aí a pessoinha, não contente, vai no Facebook fazer textão e entre tantas linhas escritas uma delas é: “…por isso que viver aqui é tão chato! Nem beber na rua pode…” Como se isso fosse a única coisa que deixasse um lugar mais legal. Será que o pequeno gafanhoto pensou que talvez seja o motivo de não ter tanta baderna nas ruas? Mais uma reflexão!

Pois bem! Na grande maioria dos países que todos desejam imigrar essa é uma proibição normal. Ninguém deixa de ser feliz por isso, mas na nossa cabeça isso é um problema! Este é um pequeno exemplo. Existem muitos outros como:

  • Depois de assinado um contrato de aluguel, ele não pode ser quebrado;
  • Emergência médica é para EMERGÊNCIAS;
  • Beber e dirigir é CRIME e não infração de trânsito;
  • Não existir caixas e/ou filas “prioritárias” em lugar algum;
  • Se juntar com outros brasileiros no almoço ou no escritório e ficar conversando em português, rindo alto, tomar uma “chamada” e depois usar do item 1 e 2 deste post pra dizer o porque tem que usar o item 3 e este item.

E pior! Sair do Brasil porque nada funciona, vir pro exterior onde as coisas funcionam e reclamar que elas funcionam. Vai entender né?

4. “No Brasil era assim/melhor”

Eu confesso que essa até eu acho meio bizarro! Rapaz, na boa? Se era assim e/ou melhor, porque saiu de lá? Com esse tipo de comparação/comentário, é bem provável que você caia no primeiro item desta lista e seu (ex) amigo gringo, com um sorriso no rosto e muita educação diga: “e porque não volta pra lá então?”.

Apple and Orange isolted on whiteLembram quando nossas mães diziam “fala o que quer, ouve o que não quer”? É esse o princípio. E mais uma vez, ninguém quer saber sua opinião. Se algo está errado, ao menos compare com sua vida atual. Quando saímos do nosso país para viver em outro (não estou falando de turismo), é importante lembrar que sua vida não se passa mais no país anterior e o que você viveu antes não importa. A não ser as experiências. Só que comparar situações atuais com situações do passado e de outro país não faz sentido.

Vai dizer que aquela sua viagem pra Miami, em que você achou as praias todas limpinhas, você não acabou soltando um comentário numa praia no Brasil e ouviu de um brasileiro: “então porque não muda pra lá?” É a mesma coisa.

Volto a dizer, não é que outros lugares são uma maravilha e que tudo funciona perfeitamente bem como se fosse o paraíso, mas se você resolveu mudar, muito provavelmente onde estava antes era no mínimo pior. Caso contrário, não se mudaria.

Uma situação curiosa de um brasileiro numa roda de happy hour:

– A comida no Brasil é muito melhor! Pô, o prato mais conhecido de vocês (Québec) é batata frita com molho tipo madeira e um queijo tipo coalho!
– Verdade né? Então por que você não volta pro Brasil? Assim poderá comer tanto arroz e feijão quanto quiser e não precisa mais vir nos happy hours comer poutine e ficar reclamando. – disse o gringo com um sorriso no rosto.

Eu tive que rir da situação, mas no fundo eu senti um pouquinho de vergonha, porque fica parecendo que todos os brasileiros tem a mesma opinião. Depois olharam pra mim e perguntaram se eu também achava isso. Que coisa!

5. “Não tenho nenhum amigo daqui porque eles são fechados”

Olha, eu não vou dizer que em todos os lugares do mundo os nativos te recebem de braços abertos, mas pelo menos no Québec eles recebem sim. Dos brasileiros que tive o prazer de levar para passear ou para algum evento na cidade de Québec que o digam. Muitos depois ainda ficaram bastante impressionados, pois a imagem que tinham era de um povo fechado e difícil de fazer amigos.

patinho feioVamos lá. O princípio de uma amizade começa por…? Tic, tac, tic, tac… Isso! Por uma conversa! Se você disse um abraço, você começou errado. O brasileiro gosta bastante de abraçar, ficar encostando nas outras pessoas enquanto falam, mas no exterior nem sempre é assim e isso precisa ficar claro. Só que uma boa conversa é sempre uma porta de entrada para fazer novos amigos.

Aí vem a próxima pergunta: pra uma conversa aconteça, o que é preciso ter? Isso!!! Gestos!!! Gestos? Melhor ir pra Itália! Lá, se você amarrar as mãos de um italiano, ele fica mudo! Brincadeiras à parte… Precisa ter fluência no idioma nativo! Quando falamos fluência, falamos de fluir, como um rio. Uma conversa que flui, não necessariamente precisa ter domínio total do idioma. Ou você acha que o rio segue sempre o mesmo caminho pra continuar tendo fluência?

Você acha que não? Então faça o seguinte:

  • Vá para um bar qualquer no Brasil;
  • Sente numa cadeira no bar (não numa mesa);
  • Puxe conversa com alguém em outro idioma que não o português;
  • Veja se a conversa flui e se ela não fluir;
  • Volte pra casa e reflita: Por quê essa pessoa não virou seu amigo?

Esse é o básico do básico para se conhecer pessoas. Não adianta sair por aí dizendo que québécois é fechado e que é difícil fazer amizade se você nem em happy hour do trabalho vai.

Eu já cheguei a ouvir de outro brasileiro:

– Eu não passei o ano novo com québécois porque eles só comem uns salgadinhos e tenho que ficar falando em francês! Já não chega ter que falar francês no trabalho e nas lojas e mercados, com certeza não quero fora desses lugares!

Será que essa pessoa se perguntou porque EU também não virei amigo dela? Se você respondeu mentalmente que é porque eu sou um chato, ótimo! Se pensar em escrever nos comentários, releia o item 1. 😉

Não é questão de ser chato, mas vamos e convenhamos né? A pessoa quer sair do Brasil e continuar falando em português? Vai pra Portugal, Angola ou outro país lusófono, mas não um lugar que fala outro idioma. Ou então faça o esforço mínimo para ter fluência no idioma nativo e pare de dizer que gringo é fechado! (Não generalizando ok? Tem gringo que é fechado mesmo, mas também tem brasileiro fechado.)

6. “Eu não vim morar fora pra trabalhar em sub-emprego”

Putz! Sério! Isso é muito feio de dizer sabia? De verdade! Já parou pra pensar que emprego é emprego? Trabalho é sempre um trabalho e sempre vai precisar de alguém pra fazer aquilo que talvez você não queira fazer.

mcdonalds-2014Trabalhar num McDonald’s é um emprego como qualquer outro! Assim como trabalhar fazendo faxina, como lixeiro ou outro emprego qualquer que venha a sua mente. No Brasil temos uma cultura de status e não de competência. É por isso que quando alguém sem condições passa num vestibular para uma federal vira notícia. Porque é raro falarmos de competências!

Não acredita? Então vamos lá. Já ouviu alguma vez, dos seus próprios pais: Não estuda pra ver, vai virar ajudante de pedreiro/gari/faxineiro! É como se esses empregos fossem uma punição ou algo ruim. Eu já ouvi dos meus pais! Hoje eu fico muito feliz de ter aprendido que um emprego é um emprego. Digno! Mas por muito tempo eu vivi com a cultura de que pra ser alguém na vida, precisa no mínimo virar gerente! Qual a lógica disso? Se eu tivesse uma empresa, eu preferiria mil vezes ter um ótimo faxineiro, feliz no que faz e fazendo bem feito do que a mesma pessoa fazendo um péssimo trabalho de gerente, infeliz, estressado e que não me dá resultado algum.

Por aqui, quando fico um pouco mais no escritório e passa o rapaz limpando as lixeira, ele sempre cumprimenta com um sorriso no rosto e as vezes pergunta: muito trabalho hoje né? E eu sempre respondo. Nem tem como não responder quando uma pessoa faz o trabalho dela com um sorriso no rosto.

Uma coisa interessante é que muita gente aqui começa trabalhando em qualquer coisa que não exija muita experiência. Seja no McDonald’s, num Starbucks ou limpando as mesas de uma praça de alimentação, todos começam por um emprego. Aquele que ajuda a pagar as contas, tomar uma cerveja no final de semana e até mesmo à pagar o doutorado que essa pessoa está fazendo!

Achou estranho um cara trabalhando no McDonald’s fazendo doutorado? Bom, então já sabe algo que deve mudar na sua opinião. Além disso, lembre de reler o item 1 para não se espantar e dizer: Como assim você faz doutorado e trabalha fazendo isso?! :-O

E por último, mas não menos importante…

7. “Está difícil porque não sou nativo, serei sempre um imigrante”

Nuossa! Essa é uma que me incomoda para ca-ra-le-Ô! Numa boa? Coloca na sua cabeça que ter conseguido imigrar para outro país já é uma vitória enorme! Se você conseguiu chegar até ali, é porque você já é importante para aquele lugar. Não importa o que seja.

Num ponto eu concordo! Sempre serei um imigrante. Essa é a parte mágica da coisa! Ser um imigrante não tem nada de ruim, pelo contrário, é maravilhoso! Quantas coisas você pode contar, acrescentar e aprender? Você pode ensinar seu idioma para os amigos interessados, contar como se faz um churrasco com picanha (não é pra dizer que o churrasco deles é ruim ok? Item 1! Item 1!!!).

A riqueza do imigrante não está em ser alguém importante ou virar um nativo, mas em tudo o que ele pode agregar na sociedade. Isso inclui a própria cultura dele. Senão não teria gringo querendo aprender a dançar forró, aprendendo português, perguntando os lugares bonitos do Brasil para conhecer, etc.

Ser imigrante vale a pena, mas você precisa aceitar isso. Aceitando e convivendo com essa “condição” você passa a ser mais natural e ver que as coisas funcionam sim pra você. Basta deixar de ser uma “vítima”.

– É, mas eu nunca vou ter um diploma daqui, nunca vou ter referências que eles tem e nem ser como eles!

E não vai mesmo! Não adianta achar que porque você pode ter a cidadania deste ou daquele país você deixa de ser imigrante que isso não vai acontecer. Aceite que dói menos! É engraçado, mas vejo muito mais brasileiros reclamando dessa condição do que os nativos que rodeiam ele. Vejo isso por mim mesmo. Meus amigos daqui gostam muito quando eu falo algo errado em francês. Não que seja certo, mas porque eles entendem meu esforço e acham isso muito bonito. Gostam que eu tenha sotaque (mesmo eu tendo pouco), gostam quando eu convido para um churrasco brasileiro e adoram conhecer novos brasileiros que eu já conheço.

bgc8qxpceaamwuEles não querem saber se você é imigrante. O que eles querem é que você se esforce para uma integração e isso começa pelo idioma (dúvidas? Volte para o item 5). Depois disso, aceite a poutine! Coloque bacon, linguiça, o que quiser, mas aceite! Quando fizer isso, garanto que ninguém vai se incomodar se você convidar eles pra experimentarem uma feijoada! Sem criticar a poutine ok?

Bom, é isso! Eu precisava expôr um pouco minha opinião. Como isso é um blog onde as pessoas é quem acessam, então elas estão dispostas a ler uma opinião. Portanto eu não estou entrando no item 1. 🙂

Mais uma vez, eu vou ler cada comentário com muita alegria, só não vale desrespeitar. Nem a mim e nem os coleguinhas!

Abraços!


Glossário deste post

  • Poutine – é isso:poutine12
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129 comentários em “7 atitudes brasileiras que dificultam a vida no exterior

  1. Li e concordo com várias coisas, mas discordo da forma como você se posiciona de maneira extremista em alguns tópicos. Quando nos mudamos, mesmo que não seja pra outro país, não somos obrigamos a concordar com tudo que é traço da cultura, das leis ou comportamento. Obviamente, exige uma etapa de adaptação, mas pra outras nunca vou me adaptar e não sou obrigado a voltar pro Brasil só pq n combino ou não concordo com determinada coisa (o que é muito diferente de viver reclamando e se queixando de tudo). Pra ser mais específico, uma coisa que não entendo aqui: você trabalha 8h por dia com uma pessoa, no outro dia se encontra c ela no onibus e ela nem bom dia dá, nem olha na sua cara…acho isso muuuito estranho. E não é uma pessoa só. Em relação à comida, também sinto falta da brasileira. Enfim, odeio isso, mas não vou voltar pro Brasil e nem me obriga a voltar.

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  2. Perfeito! Eu não preciso comentar nada sobre, apenas que POUTINE É MARAVILHOSO! E não é demagogia nem estou puxando saco. É porque eu gosto mesmo, faço aqui em casa (estamos em Vancouver) e no happy hour sempre tem Beer, Poutine e Yam Fries com alguma coisa diferente pra experimentar.

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  3. Olha vou ser bem sincera e comentar a sua opinião, tudo bem que é desagradável tecer comentários sobre quem não conhecemos, impor nossa opinião quando ela não é solicitada, etc….
    Bom penso que um dos motivos para que brasileiros se decepcionem quando vão morar no exterior é pq com raras exceções é muito difícil ver um estrangeiro depreciar o próprio país e o próprio povo, por pior que ele seja.
    Essa “opinião” que você postou tem um teor tal que eu se fosse você não diria mais que é brasileira, uma vez que pelo que notei esse fato te enche de vergonha.
    É claro que existem brasileiros “sem noção” assim como existem norte americanos, canadenses, italianos, irlandeses…. a falta de bom senso não é uma exclusividade nossa, os itens 1, 2, 4 e 7 eu já escutei muito de estrangeiros aqui no Brasil.
    Penso que imigrar raramente é por vontade própria e dificulta mais ainda quando nos “vendem” uma coisa que não existe, algo do tipo “lugar perfeito”.

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    1. Olá Ana,

      Minha primeira pergunta para seu comentário: você já morou fora alguma vez? Pergunto isso, pois é quando percebemos uma coisa. Que o ser humano reclama sempre do ambiente onde vive. É normal. Lembra-se das aulas de biologia? O ser humano é o único dentro do reino animal que adapta o meio ambiente onde vive pra ele ao invés de se adaptar ao lugar.
      Moro há 4 anos no Québec e eles mesmos dizem “somos campeões em reclamar do Québec”. Não são raras exceções. Faz parte.

      Eu não sei onde algumas pessoas tiraram que eu tenho vergonha de ser brasileiro (sou homem 😉). Inclusive disse no texto que recebo brasileiros em casa com o maior prazer e faz até bem conversar em português para não esquecer o idioma.

      O texto foi escrito de um brasileiro pra os brasileiros, mas se fosse escrever para os quebequenses, eu escreveria da mesma forma, com base no que eles dizem. As atitudes não são falta de bom senso, mas culturalmente enraizados nos brasileiros. A questão é: quando se mora em outro lugar, certas atitudes podem ser vistas de forma estranha, afinal, não são atitudes naquele lugar.

      Quanto a imigrar por vontade própria, acho que você confundiu imigrar com refugiar ou asilar. Existe uma diferença bem grande entre eles. O refugiado sai do país sem vontade própria, por ‘n’ motivos, geralmente pelo país estar em guerra. O asilado é geralmente por motivos de fuga, as vezes até por ter sido condenado politicamente, sem motivo.
      Já o imigrante ele escolhe sair. Também por ‘n’ razões. Seja porque procura algo melhor, pela experiência, pela procura de crescimento pessoal, profissional, etc.
      O imigrante se prepara. Ele aprende o idioma, ele tem qualificações profissionais, formação e uma reserva de dinheiro. O que não é o caso do refugiado.

      TODOS sabem que não existe lugar perfeito e ninguém “compra” somente por comprar. A expectativa, muitas vezes, é criada pelo próprio comprador, que cria uma ideia do que ele quer e procura e esquece de buscar a realidade. Vejo muito isso.
      Porém, antes de eu imigrar, eu pesquisei muito. Sabia das dificuldades, dos desafios, o que era bom e o que era ruim, como muita coisa funcionava. Assim, não criei expectativas, vim com os pés no chão e apenas fiz os esforços necessários para alcançar o objetivo que buscava. Nada mais que isso.

      Agradeço pela leitura e comentário. Espero que volte.

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  4. Vi tanta verdade no seu texto. Moro 11 anos nos USA e ja vi de tudo. Ja vi brasileiro que odeia aqui e so fala mal. Perfeito e o Brasil…… Ja vi brasileiro tao adaptado que se recusa a falar portugues mesmo no meio de brasileiros. Ja vi estrangeiro que moram no Brasil e odeiam tudo. So mete o pau e critica desde o povo ate a comida. E ja vi aqueles que amam incondicionalmente, a ponto de deixarem o conforto dos seus paises de origem e se mudarem de mala e cuia p/ o Brasil. Como dizem opiniao e algo muito pessoal. Prefiro aquele ditado que diz,” Em Roma , faca como os romanos…..” facilita a vida e adaptacao.

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  5. Arrasou Gi, estou de ferias no Brasil e super incomodada com o excesso de opinião sobre tudo ! Cabelo, roupa, unhas, peso. O passatempo aqui é falar da vida alheia etc! O povinho chato, professor de português e moralista não falta por aqui. Brasileiro faz mimimi com tudo se metem na vida alheia o tempo todo e não cuidam do próprio rabo! O Brasil esta uma merda, a corrupção e impunidade cada vez maior e ninguém faz absolutamente nada. O imposto vai aumentar, (silencio total por aqui) Agora deixa alguém tentar descriminalizar o aborto por aqui para ver o tanto de mimimi nas ruas! BRASIL da hipocrisia.

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  6. Acredito que sempre vá existir a dificuldade de adaptação quando alguém decidi morar em outro país e entendo a idéia do texto e até a crítica a esses comportamentos (alguns, que admito, já presencie e até tenha praticado) só que não consigo concondar completamente. Antes de de comentar li o texto e os comentários, acho toda a discussão até mais importante que o texto.
    O texto soa arrogante e como muitos comentaristas apontaram tem um acusatório em relação aos brasileiros. Há uma generalização também já que autor iguala Canadá ao exterior e isso tira um pouco da credibilidade do texto. Se toda sua experiência de viver fora aconteceu somente em um país limite-se a ele. Há muitos comentários, de outras pessoas vivendo em outros países, que concordaram mas se o autor escreve do ponto de vista da sua experiência ele não deve colocar um título que passa a idéia de que em qual lugar que eligimos viver será exatamente igual ao Canadá. Ele mesmo comenta sobre a questão da opinião ser algo bem cultural do brasileiro e que esse comportamento não é bem visto socialmente em outros lugares, olha comportamentos sociais não são escritos e só descobrimos as diferenças que estamos vivendo e socializando em outro país. Não dá pra simplesmente reprimir anos de comportamento social aceito de uma hora para outra, acredito que muitos brasileiros fazem isso até sem perceber. Não é falta de educação é alguma pertinente a nossa cultura assim como não dar opinião é pertinente a cultura deles. Eu estudo e moro em outro país, pago aluguel luz e todos outros impostos e penso que uma vez que estabelecemos uma vida em determinado lugar e contribuímos com nosso trabalho e dinheiro devemos dar nossa opinião sobre o que acontece neste lugar especialmente se já vivemos há anos, presenciamos mudanças e fomos afetados por elas. Dizer pra não cuspirmos no prato que comemos é minizar toda a experiência de viver fora. Quanto a questão do subemprego realmente há muito preconceito em relação a isso mas como muitos apontaram trabalhar em fast-food no Canadá passa longe de trabalhar em fast-food no Brasil de condições de trabalho a salário então quando essa opção de trabalho surge nos associamos ao que conhecemos em nosso país. A questão dos locais serem mais fechados também não deve ser desconsiderada só porque o autor foi bem recebido e sem integrou com certa facilidade não significa que todos os povos e países do mundo vão te oferecer a mesma recepção, pra algumas pessoas isso vai se tornar um problema. Eu fui bem recebida e nunca tive problemas com os locais e já ouvi história bem diferentes de outros brasileiros e não contesto a experiência deles só porque a minha foi positiva.
    Quanto as comparações elas vão sempre existir. Sempre há alguma coisa, comida, costume que teremos saudades e não sei porque isso seria algo ruim. Sentir falta de algo não impede que você aprecie a vida que leva agora, é simplesmente saudade.
    Me pareceu exagero dizer que se quiser falar português que vá viver em Portugal, é como se dissesse basicamente “olha, sabe esse idioma que você passou a vida toda aprendendo e estudando, esquece porque aqui não é pra falar mais.”, eu falo em 3 idiomas diferentes aqui, o português um deles, nunca precisei deixar de lado meu idioma nativo pra me adaptar. Quanto a ser imigrante, bom querendo ou não sempre haverá pré-conceito e ser estrangeiro pesa sim em certas áreas então dizer que é se fazer de vítima é um tanto ingênuo, é ignorar anos leis e comportamentos que afetam diretamente imigrantes, mais uma vez penso que experiência positiva do autor no Canadá fez com ele não considerasse aqueles que não tiveram a mesma sorte.
    Acho que o comentário da Camila contesta muito bem tudo que foi dito e concordo que certos argumentos do texto surgem de pré-conceitos em relação a brasileiros. Ao contrário do que o autor pensa ter o jeito brasileiro, ao qual se identifica não impede ninguém de ser preconceituoso mas impede de enxergar que é.

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    1. Olá Deborah!

      Primeiramente, obrigado pelo comentário. Sabe o que acho que faltou pra muita gente? O fato de interpretar o texto. Em nenhum momento do texto eu, o autor, disse que é pra mudar o jeito de ser. Inclusive, no próprio título está dito que DIFICULTAM a vida e não que deve-se mudar de atitudes. Nada impede de a pessoa continuar tendo estas, outras, ou mais atitudes, mas elas podem dificultar a integração, apenas isso.
      Outro ponto que as pessoas deixaram de entender, não entenderam, ou se fizeram de desentendidos é o fato da opinião ou crítica. Em nenhum momento do texto eu disse que não se deve opinar ou criticar, mas assim como me criticaram por generalizar, esqueceram de não generalizar sobre o texto também. Opiniões e críticas são bem vindas quando ela trata de um bem comum, mas quando ela trata de um único indivíduo e de uma opinião sobre este, ela só é bem vinda quando solicitada. A não ser que você conheça alguém que goste quando outra pessoa vem e diz: eu acho que você não deveria usar essas roupas; ou você não deveria criar seu filho assim. É por este motivo que dei o exemplo da moça no bar. 😉

      O que mais achei engraçado é que parece que a frase da moda é “não se pode generalizar”. Vamos ver o seguinte cenário:
      A pessoa vai nos USA, passa em Outlet, compra um monte de roupa e diz que nos USA tudo é muito barato. Essa é uma visão generalizada pela grande quantidade de coisas que ele viu. Será que é realmente necessário dizer que muita coisa custa barato, mas a banana custa mais caro?
      Vou citar um outro exemplo, mais fácil e prático. O IBGE do Brasil diz que o brasileiro vive em média até os 74,5 anos. Agora imagina se os brasileiros que tem avós que estão com 95 anos vão lá no site do próprio instituto e diz: “não se pode generalizar! Meus avós tem 95 anos!”. É impossível consultar um país com 200 milhões de pessoas, mas usa-se uma estatística baseado na maioria, após consultar no máximo 10% da população.
      Será que é realmente necessário dar cada detalhe de informações para que as pessoas não precisem mais pensar e interpretar informações? Ou ainda é possível acreditar que as pessoas possuem senso crítico e entendem que alguns textos tratam de uma opinião baseada em estatísticas com observação de uma grande maioria?

      Quanto ao idioma, eu também achei engraçado o pessoal se apegar a apenas UMA FRASE depois de todo o contexto. Me parece de praxe, hoje em dia, as pessoas lerem um texto de umas 5 páginas, mas usarem apenas algumas palavras para criticar um todo. Em nenhum momento eu disse que se deve deixar de falar português. Afinal, em partes do texto até ficou claro que recebo brasileiros e converso em português com eles. Faz até bem para não esquecer o idioma materno, mas em um happy hour, ambiente de trabalho, etc, não é o local mais indicado para se falar em português, principalmente quando a grande maioria das pessoas não falam o idioma.
      Exemplificando: existe uma pessoa onde trabalho que o francês dela é realmente ruim!
      Conclusão: Há muita dificuldade de passar trabalho pra ela, assim como ela entender o que foi dito. Essa pessoa já vive há 3 anos no Québec, mas não tem um mínimo de fluência. Chega a ser trágico e engraçado ao mesmo tempo. A pessoa não consegue concluir uma frase que possamos entender.
      Pior que isso é que a pessoa corre o risco de ser demitida. E então vai dizer que o empregador foi injusto, intolerante ou que não ajudaram ela a se integrar. Como eu disse no texto, o princípio básico da integração é o conhecimento e fluência mínima do idioma, sem o qual, fica difícil para muitas coisas.

      Mas é isso.

      Agradeço novamente pelo comentário e pela discussão.
      Abraços.

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  7. definitivamente eu nasci gringa.
    quando li o post que vc linkou eu entendi cada palavrinha ali escrita.
    me preparando pra ir embora e viver essa realidade. quem sabe um dia a gente divida a poutine. eu adoro batata frita e queijo coalho! não pode dar ruim! rsrs

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  8. Oi Gianni
    Como vai? Obrigado pelo texto. Li inteiro e concordo em muitos pontos. Já vivo nos EUA por quase 9 anos e sei que muitas coisas são como você falou mesmo. Também tenho blog e sei quanto tempo leva para escrever um texto para depois alguns virem e jogar tomates como vi em alguns comentários. No entanto, só uma palavrinha ok? O tom do texto está um pouco condescendente. De resto, parabéns!
    Abs

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    1. Olá Renato!

      Obrigado pelo comentário. Eu geralmente escrevo para um pequeno público. Muitos, estes, que já me conhecem. A grande maioria tem intenção de imigrar para o Canada, principalmente para o Québec. Como sempre escrevo para eles, que já conhecem meu tom de escrever, continuei fazendo da mesma forma. O que eu não esperava era tamanha repercussão desse artigo, que, para os que não acompanham o blog sempre, os grupos de WhatsApp e Facebook em que participo, pode parecer mesmo.
      A ideia realmente não era essa.

      Mas bom, já que repercutiu tanto, vou começar a rever melhor os textos que escrevo, porque muita gente passou a seguir o blog depois deste post.

      Obrigado mais uma vez pela leitura e opinião.
      Abraços!

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  9. texto chato e cansativo, e antes de falar do item 01, sim vc deixou claro que quer a minha opinião.
    brasileiro metido, e por essas que adoro vcs longe daki.

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  10. O texto poderia ser de grande utilidade, mas acabou sendo o suprassumo da arrogância.

    Moro na Argentina, mesmo sendo um pais fronteiriço, tem as suas muitas particularidades. Ora, amo a Argentina, óbvio, por isto estou aqui e uma vez que pago impostos aqui no país eu tenho o total direito de reclamar do serviço de saúde, educação ou qualquer outro assunto que me der na telha. Se argentinos se jogam da janela aos vinte e um anos para comemorar, reservo-me o direito de não fazer o mesmo. Aqui é muito comum você ver pessoas dando comidas aos pombos, ignorando toda a série de doenças que podem ser transmitidas através do animal, evidente que não vou ficar igual a um pastor evangélico no meio da rua gritando, mas posso procurar pessoas que pensam igual e formular políticas públicas na questão. O mesmo eu faria em Quebec, Tóquio, Nova Iorque ou Nova Déli.

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  11. Na quarta-feira passada, a minha amiga me enviou um texto sobre atitudes brasileiras que dificultam a vida no exterior. Li o texto e fiquei dois dias com ele na cabeça sem querer dizer pra minha amiga que não tinha gostado, pois sei o quanto é frustrante ter carinho por alguém a ponto de compartilhar coisas interessantes que lê e a outra pessoa não concordar com seu ponto de vista. O problema é que eu sofro de sincericídio crônico – nada fica entalado na minha garganta – e o que está escrito no texto que eu recebi são as exatas palavras que foram repetidas pra mim, por várias pessoas diferentes, durante vários anos, repletas de críticas, julgamentos e falta de compreensão, afirmações que me fizeram sofrer muito durante todos os anos que eu passei na Inglaterra. Minha amiga logicamente não teve a intenção de me machucar , mas eu vou relatar aqui porquê esse texto compartilhado é tão, mas tão errado, do começo ao fim.
    O cara começa dizendo que os brasileiros são muito mal educados. Cita como exemplo a situação em que uma mulher vestindo uma blusa decotada entra num bar e pergunta aos leitores qual seria a reação do brasileiro sentado na mesa. Depois ele mesmo responde que a reação seria criticar a mulher de roupa decotada e que essa atitude não é bem vista pelos locais, esses sim, pessoas educadas e com noção. Todo o texto do blog é permeado por afirmações desse tipo, o brasileiro faz isso, o brasileiro é assim, o brasileiro é assado, o brasileiro não sabe se comportar no exterior. Existem pessoas bem educadas e mal educadas em todos os lugares do mundo, também existem pessoas que são educadas numa situação e mal educadas em outra situação. É de um preconceito ultrajante afirmar que o brasileiro vai ter determinado comportamento única e exclusivamente pelo fato de ser brasileiro. E o pior aspecto do texto não é nem o caráter moralista e discriminatório, mas principalmente a falta de educação do autor em puxar as orelhas do brasileiros, escrevendo para eles: “ninguém perguntou o que você acha”. “Sabe qual é a diferença entre a pizza e sua opinião? A pizza eu pedi”. “Nós brasileiros temos essa mania e isso faz com que os nativos se afastem”.
    Depois ele manda um “os incomodados que se mudem”, aos brasileiros que estão num país estrangeiro sem amar o país estrangeiro. E completa: “As pessoas não te convidam pra sair porque você cospe no prato em que come”. E termina com a máxima que o brasileiro não tem o direito de criticar o país onde vive. Eu já cansei de ouvir isso. Já ouvi muito que não tenho o direito de discordar da política da Inglaterra porque o país é dos ingleses e eu não tenho direito à minha própria opinião. Acontece que durante muitos anos foi aqui que eu morei e logicamente a política influenciou minha vida diretamente e me prejudicou em muitos aspectos. Como que uma pessoa não tem o direito de refletir e expor o que pensa sobre o que acontece no lugar onde ela mora, acontecimentos esses que influenciam toda a sua vida? Aí o autor do artigo diz que os brasileiros adoram quebrar regras e não respeitam as regras do país onde vão morar. Novamente uma generalização preconceituosa. E cita como exemplo o brasileiro que compra uma cerveja num mercadinho, sai tomando na rua e não gosta quando é multado e descobre que não pode beber na rua. Cara, quando você se muda pra um país estranho, aquela sociedade tem um milhão de leis, regras e etiquetas que você desconhece completamente. Se uma pessoa bebe uma latinha de cerveja na rua no Brasil e isso é uma coisa completamente normal e aceitável no país dela, ela nunca vai imaginar que isso possa ser proibido em outro lugar. E logicamente ela vai ficar puta da vida quando for punida e extorquida sem aviso prévio por esse motivo. E além de ficar chateada, ela vai passar a se policiar o tempo todo, nunca sabendo que condutas são aceitáveis e quais não são no país novo, porque país nenhum vem com manual de instrução. E novamente, existem pessoas que seguem regras e pessoas que não seguem regras em qualquer sociedade. Dizer que os brasileiros não seguem regras e desrespeitam as regras do país estrangeiro porque são brasileiros é um insulto sem tamanho contra o próprio povo.
    Aí o cara começar a falar dos brasileiros que comparam o Brasil com o país em que vivem atualmente e continua dando lição de moral, com frases do tipo “sua vida não se passa mais no país anterior e o que você viveu antes não importa” e “comparar situações atuais com situações do passado e de outro país não faz sentido”. O problema desse cara é que ele cai em contradição o tempo todo. No ponto anterior, por exemplo, ele disse que brasileiros não tem o direito de opinar sobre o país estrangeiro, mas antes disso ele inicou o texto dizendo que ia dar sua opinião sobre o Brasil e os brasileiros e queria que sua opinião fosse respeitada. Ou seja, não pode criticar o país estrangeiro, mas malhar o Brasil e os brasileiros, tá valendo. E nessa parte da comparação, ele diz que os brasileiros não têm o direito de comparar o Brasil com o exterior, mas essa proibição só é válida se a comparação for pra dizer que o Brasil é melhor em algum aspecto. Porque o próprio autor deste artigo, em vários parágrafos do texto, cita as coisas que ele acha melhor no Canadá, onde vive, do que no Brasil. O fato do comportamento dos canadenses ser melhor do que o comportamento dos brasileiros, do país ser seguro, organizado, de primeiro mundo, blá blá blá. Ou seja, tá bem claro que a comparação só vale se for pra enaltecer o país estrangeiro diante do Brasil, dizer que o Brasil tem alguma coisa melhor que o outro país não vale.
    Então, o autor critica o jeito de ser do brasileiro, que fala alto, que gesticula, que não sabe se comportar em público e reclama que os estrangeiros é que são fechados. Novamente, há brasileiros e brasileiros. É óbvio que há sociedades em que as pessoas são mais reservadas, mas será que elas são reservadas porque isso faz parte da sua personalidade mesmo ou porque foram ensinadas a ser assim? Pra quem não entendeu a minha colocação, eu explico. O brasileiro, em geral, gosta muito de se tocar, de se abraçar, de se beijar, e os ingleses geralmente não. Só que essa reserva dos ingleses é uma coisa cultural e não genética, eles não nascem evitando o contato físico, eles são condicionados a isso desde a mais tenra idade. Eu trabalho numa escola e leciono na educação infantil. Professores e nenhum adulto além dos pais podem tocar nas crianças. No meu primeiro dia de trabalho, a mãe de um aluno veio me apresentar seu filho e a criança me deu um beijo no rosto, a mãe é brasileira não viu nada de mais e eu também não. Pois é, mas eu tomei uma advertência da escola no mesmo dia porque não me esquivei do beijo no rosto do aluno. E depois disso não deixei mais nenhum aluno me tocar por dois anos inteiros, até a semana passada, quando uma criança se machucou e começou a chorar descontroladamente na minha frente. Falei docemente, fiz dancinha, cantei e fiz tudo o que podia pra criança parar de chorar e ela não parava. Desesperada, agarrei a criança pelos braços, pus no meu colo e a apertei bem forte contra o meu peito. Ela parou de chorar no mesmo instante, se aninhou no meu colo e dormiu.
    Não critico os ingleses pela forma como as crianças são criadas e não discuto as regras da escola onde trabalho de não permitir o contato, regras são regras e eu obedeço. O que eu não tolero são pessoas vindo me dizer, a todo instante, que eu tenho que me comportar como os ingleses, se é que existe um comportamento tipicamente inglês a ser copiado. E poucos dias antes de ir embora, recebo esse texto com esse cara falando que brasilerios não devem falar português no exterior, devem se comunicar na língua local, não devem abraçar, beijar, tocar, gesticular, etc. E ainda fui obrigada a ler: “A pessoa quer sair do Brasil e continuar falando em português? Vai pra Portugal!”. Novamente me explico. Eu falo inglês fluente e uso essa língua para me comunicar com todos os que não sabem ou não querem falar português (porque há muitos brasileiros que insistem em conversar em inglês comigo também, mesmo quando não há ingleses por perto). Mas quando eu estou entre amigos brasileiros que querem falar português, eu falo naturalmente e considero isto meu direito básico de expressão. Pra quem acha que este direito não está ameaçado, respondo que já fui fazer um curso e na porta da instituição tinha uma placa enorme dizendo “proibido falar qualquer língua que não seja o inglês”. Eu fiz faculdade de história e aprendi que a primeira coisa que o colonizador faz com o povo colonizado é proibi-lo de se comunicar na sua própria língua, até esquecê-la completamente. Suprimir a língua e outros aspectos culturais como o gesto é a forma mais primária de dominação e alienação cultural que é praticada desde que o mundo é mundo. E uma coisa que me doeu muito foi quando um amigo, que tem pais estrangeiros, me disse que os pais deixaram de se comunicar na língua nativa quando chegaram na Inglaterra e nunca a ensinaram para os filhos, porque não queriam que os filhos sofressem preconceito, queria que os filhos se passassem por ingleses até todos acreditarem que eles eram mesmo ingleses. Assim como não transmitiram a língua, devem ter deixado de transmitir muitos outros aspectos de sua cultura, criando dois filhos sem nenhuma conexão com sua história, antepassados, pátria e cultura. Tem coisa mais triste do que isso?
    Continuando com o artigo do cara, ele critica os brasileiros que se recusam a trabalhar em subempregos. Embora a crítica tenha um fundo de razão até certo ponto, peca em dois aspectos. Primeiro, no aspecto moralista de dar lição de moral. Segundo, ignora totalmente a realidade de que a grande maioria dos brasileiros são obrigados a trabalhar em subemprego, por absoluta falta de opção e oportunidade. E quando um brasileiro diz que não quer trabalhar em subemprego, isso não signifca que ele seja arrogante, mas simplesmente que é muito duro depois de trilhar um longo caminho de estudos e carreira no Brasil, ser obrigado a lavar privadas ou trabalhar em outro emprego considerado sub. E há até mesmo uma pressão para que os brasileiros aceitem os sub empregos e se contentem com eles. Se você se recusa a fazer qualquer trabalho para atingir o seu objetivo de trabalhar naquilo que quer e deseja, você é criticado, chamado de arrogante e leva a pecha de pessoa que não aceita subemprego. Isso aconteceu comigo.
    E por fim, o autor versa sobre essa questão do brasileiro se fazer de vítima, se colocar nessa posição de imigrante vitimizado e achar que se as coisas não dão certo pra ele, é porque foi discriminado. Em alguns casos, isso pode ser verdade, mas esse discurso pela meritocracia e anti-vitimização é totalmente preconceituoso também. Sabe por quê? Porque o preconceito existe, a xenofobia existe e é um fato notório que muitos brasileiros serão mesmo preteridos em muitos empregos e oportunidades porque não são nativos. E não reconhecer isso é contribuir para que essa exclusão continue acontecendo. No meu caso, como eu sou professora de português e os ingleses nâo têm o menor interesse de concorrer comigo pelo meu emprego, eu nunca passei pela situação de ser preterida, mas se você for um imigrante, vai acontecer muito de você ser preterido por ser imigrante, tanto na vida social quanto na vida profissional. Não adianta tapar o sol com a peneira e dizer que esse negócio de preconceito não existe. O reconhecimento é um primeiro passo para o diálogo e a busca de uma solução, na qual tanto os brasileiros e demais estrangeiros quanto os locais precisam colaborar.
    Agora o que mais me machuca mesmo do texto todo é esse tom acusatório de que o brasileiro não se adapta ao exterior por culpa própria, por sua inteira responsabilidade, que os fatores externos não têm nada a ver com isso. É sempre a velha história de “mude suas atitudes, quem tem que se adequar é você”. Não, isso não é verdade. Tanto não é verdade que a Inglaterra, enquanto nação e país, está se afundando no seu protecionismo, nacionalismo e individualismo. A história mostrará a realidade e as consequencias desse comportamento predatório de exclusão para as próximas gerações.

    Olha que quadro sombrio esse cara traça para o “comportamento adequado” para os brasileiros no exterior: precisa chegar num lugar já conhecendo plenamente as regras culturais (bastante difícil, isso), não pode falar português, deve abandonar completamente suas referências históricas, de preferência evitar contato com seus compatriotas, deve comunicar-se unicamente na língua local — que, ao chegar, não domina, e provavelmente nunca falará com a mesma desenvoltura e riqueza de nuances com que fala sua própria, e sempre com sotaque estrangeiro –, não deve recusar-se aos serviços mais sujos e pesados, jamais deve criticar os hábitos e, pior ainda, a política local… Mesmo fazendo isso tudo, deve aceitar sem jamais reclamar (afinal, isso seria “fazer-se de vítima) o “fato” de que os estrangeiros nunca vão realmente gostar dele, nunca vão levá-lo a sério — afinal, ele é mal educado, fala alto, é um tarado (tarado não: sexual offender, já que “tarado” é uma expressão brasileira demais) que toca nas pessoas, não fala direito língua nenhuma, já que está proibido de falar a sua –, que é normal e certo ser discriminado por ser estrangeiro, que a culpa da discriminação é dele próprio, e que ele nunca será realmente bem vindo, a menos que se torne o mais subserviente dos subservientes, lave latrinas e só balbucie bom dia e boa noite em inglês estropiado. Mas que, mesmo com tudo isso, precisa amar apaixonadamente o país onde foi morar (e, claro, desprezar o país de onde veio, como o sujeito faz), do contrário deve retirar-se imediatamente — é o “ame-o ou deixe-o”. Nada pode ser mais subserviente e vira-lata do que isso.

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    1. Camila, que bela resposta e observacao. Provavelmente o dono do artigo se escondeu toda a vida dele de sua realidade. Tambem moro no exterior a 7 anos a me senti identificado com a desmorizacao da cultura, pois ja sinto certa dificuldade em me espressar em portugues, escrever e etc… Seu comentario me fez pensar.
      Um abras e felicidades

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    2. Acho que vc tem uma bagagem de mágoas de coisas que passou e encontrou nesse blog semelhanças ao que vc deve ter escutado e passado e na sua resposta vc distorce e tira conclusões diferentes do que está escrito ou ao menos do que eu acredito que o autor quis passar. Eu sou muito feliz e bem sucedido aqui no exterior e concordo que para dar certo o imigrante tem que ter a mente aberta para todos os pontos levantados. Não sou mais o carioca que era qdo morava no Brasil, mas também não acho que perdi completamente minha identidade. Boa sorte e boa imigranção.

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    3. Oi Camila! Tudo bem?

      Eu li, reli e fiquei pensando em tudo que escreveu. Gostaria, primeiramente, de agradecer o tempo dedicado para escrever sua opinião de forma clara. Obviamente quando damos uma opinião não há como agradar a todos. Só que antes de responder à sua opinião, vou contar uma “historinha” que se passou comigo quando eu ainda era adolescente, em uma escola, no Brasil:

      Minha professora de português, juntamente com minha professora de artes resolveu dar um exercício bem interessante para nós. Numa sexta-feira, elas nos deram um livro para ler. Ele era pequeno, máximo 50 páginas. Na segunda-feira ela perguntou se todos tinham lido, pois era o objetivo do exercício. Então, junto com nossa professora de artes ela nos pediu para desenharmos o personagem principal da história. A ideia não era fazer um belo desenho, mas representar esse personagem da forma como estava descrito no texto.
      A professora de artes nos ajudou, já que nem todos tem o talento nato para desenhos. Ao final, todos mostraram o que haviam desenhado. A conclusão foi bem engraçada, mas ao mesmo tempo interessante. NENHUM DOS DESENHOS eram iguais. E não falo na questão da arte, mas em como imaginamos esse personagem. Foi aí que ela explicou o objetivo. Por mais que o livro, o texto e a descrição do personagem fosse igual para todos, ninguém teve a mesma interpretação dele. Para desenharmos esse personagem, usamos da nossa experiência pessoal e entendimento para criarmos aquilo que acreditamos ser ele.
      A ideia era demonstrar que por mais detalhes que tenhamos em um texto, é impossível todos interpretarem ele da mesma forma. E foi o que aconteceu neste post. A propósito, quando eu o escrevi, não fazia ideia da repercussão que tomaria, já que sempre escrevi para um público pequeno, que me conhece ao menos um pouco e que tem interesse em vir ao Canada.

      Bom, dito isto, eu queria dizer que achei um pouco estranho que em nenhum momento na sua opinião você cita algo que tenha achado interessante no post. Tudo para você são apenas pontos negativos, pré-conceito ou um pré-julgamento com base em arrogância ou críticas à cultura brasileira. Como expliquei na experiência que minha professora fez na classe, sua interpretação do meu post teve como base sua experiência. Será que realmente foi o meu texto que continha pré-conceitos ou é a ideia que você obteve ao lê-lo? Afinal, sua amiga não achou o mesmo, certo? Não que sua opinião esteja errada, mas não tirar nenhuma vantagem, pôxa… 😦
      Então, num dado momento você diz que eu critico o jeito brasileiro. Vejamos… Eu, brasileiro, vindo de uma família de imigrantes no Brasil (meus avós são italianos, que se refugiaram durante a segunda guerra na terra tupiniquim), imigrante no Canada. Por quê eu criticaria o jeito brasileiro, ao qual eu mesmo me identifico? O título do post inclusive é: “7 atitudes brasileiras que DIFICULTAM a vida no exterior” e não que “você não deve fazer porque é errado” ou algo do tipo.
      São atitudes que eu vejo muitos brasileiros ter e que pode atrapalhar na integração dele. Faz parte e é normal!

      Aproveito para deixar uma outra coisa que aprendi, ainda na escola, na aula de biologia, quando era adolescente, no Brasil: O humano é o único ser do reino animal que ao invés de se adaptar ao ambiente onde vive, ele adapta o ambiente ao seu modo de vida. Acredito que já tenha ouvido falar sobre isso, certo? Principalmente sendo professora. Então, eu venho, na maior boa vontade, dar dicas de como facilitar a adaptação, mas algumas pessoas não gostaram muito. E pra completar você disse que “precisa chegar num lugar já conhecendo plenamente as regras culturais (bastante difícil, isso)”. Meu texto não se trata de dizer como agir, mas de dizer algumas atitudes que nós brasileiros temos, e que no Brasil é comum, não que é errado, podendo atrapalhar na adaptação em outro país. Se eu falo de brasileiros, é porque eu sou um, convivo com eles e conheço o país de onde vim. Seria bem difícil eu falar dos ingleses, não os conheço, nunca convivi com eles e não faço ideia de como vivem. É bem normal falarmos sobre o que conhecemos.
      E por falar nisso, eu já dei muitas dicas para os quebequenses que gostariam de ir para o Brasil e se adaptarem. Por exemplo: Usar um biquíni na praia que eles usam aqui chamaria mais atenção do que um biquíni brasileiro (que é menor), mais do que não ter um corpo malhado; Pedir para o garçom separar a conta pode gerar estranheza e até receber um “faça você as contas”; Ir para um churrasco e levar legumes para colocar na churrasqueira também pode gerar boas risadas do churrasqueiro, uma vez que nosso churrasco é de carnes (e muito boas por sinal, já que eles aqui gostam quando eu faço); Dizer que fuma maconha para os colegas no Happy Hour; Falar que o SUS deveria ser legalmente aceito o aborto (sim, no Canada é legalizado e normal, inclusive para meninas de 14 anos sem precisar de consentimento dos pais ou responsáveis).

      Existem ‘n’ coisas que já falei pra eles que no Brasil, se eles fizessem, seria bem estranho. São atitudes deles e que aqui é normal, mas no Brasil não passaria batido.

      E pra finalizar, mas não menos importante. Eu não disse que não deveriam opinar e nem criticar. A única coisa que disse é para opinarem quando for oportuno, quando perguntarem ou criticar na forma correta. Não adianta fazer textão no facebook, pois isso não resolve. Além disso, todo mundo tem o direito de achar o que quiser da mulher que passa com decote e minissaia, pode inclusive dizer que “não sairia vestida assim”. O que não pode é dizer o que acha da pessoa que sai vestida assim. E isso é bem comum no Brasil. Atitude nossa.

      Ah! E acho que isso também é importante saber: na maioria dos países com uma constituição federal e/ou no código civil (isso inclui o Brasil) diz que “ninguém pode se escusar alegando desconhecimento das leis”.
      Fonte: Art. 3 da Lei de Introdução ao Código Civil – Decreto Lei 4657/42
      “Art. 3o Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.”

      Eu quando cheguei no Canada sabia que não se pode beber na rua, que o aborto é legalizado, que o casamento entre pessoas do mesmo sexo também, que podemos virar a direita no farol vermelho – exceto na ilha de Montréal, entre muitas outras coisas. Eu pesquisei bastante e uso o blog para informar outras pessoas. E assim facilitar, sempre a integração e adaptação.

      Portanto, não é difícil, só precisa pesquisar. 🙂

      Agradeço novamente pelo seu comentário e por enriquecer a discussão. Ao mesmo tempo, envio um abraço bem brasileiro e que fique tranquila. Não tenho preconceitos e recebo sempre de braços abertos os brasileiros em minha casa, assim como qualquer outra nacionalidade.

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  12. Já morei 4 anos em Montreal e desde 2010 moro em Toronto. Vc tem razão nos seus pontos mas acredito que suas críticas não se apliquem só a brasileiros, já vi outros imigrantes de diferentes nacionalidades com as mesmas atitudes.
    Só uma pequena correção sem maior importância: “Opinião pessoal” não é pleonasmo já que vc poderia escrever que essa é a opinião de fulano. Pleonasmo seria “Minha opinião pessoal”. Outro pleonasmo que encontrei no ponto #6 foi “preferiria mil vezes” 🙂
    Abraços e continue escrevendo!

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  13. SENSACIONAL!! Todo brasileiro deveria ler seu texto para sentir um pouco da vergonha alheia q sentimos desses comentários. Ainda vivo no Brasil, mas já presenciei quase tds essas situações fora e é muito desagradavel. Parabens e se me permite, vou compartilhar esse texto “necessário”.

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    1. Bom dia Camila, fiquei impressionado com a clareza com que discorda da maioria dos pontos colocado pelo autor do texto acima, entendo sim que exista brasileiros e brasileiros, alguns deveriam ler o texto pra entender algumas verdades, mas claro que somente uns dois iténs possa ser aproveitados, diria algumas palavras para o autor, mas seu texto ficou perfeito.

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  14. Adorei seu texto e concordo contigo, aliás, é sempre bom ler esses tipos de texto com opinião explícita e fundamentada como é a sua porque reforça e/ou clareia nossos pensamentos, abre nossos olhos. Realmente temos que ter uma auto-reflexão. Obrigada 😉

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  15. Excelente artigo. Aliás, fui para Quebec ontem e adorei (agora estou em Montreal), mas amanhã volto pros EUA.
    Só escrevi para falar que não consegui experimentar a Poutine, achei a cara muito ruim! Hahaha
    Abraço e continue com o bom trabalho

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  16. Já diz o ditado “Em Roma sê romano”!

    Não podia concordar mais com o texto.

    Sou imigrante há 12 anos em Portugal, meu marido é português e as minhas filhas também, no entanto eu sou e serei sempre ” visita”.

    No entanto discordo com aquilo que falaste sobre “para falar português vai para portugal”, pois é, mesmo sendo português a língua é tudo menos igual, por isso, por aqui também é preciso de algum esforço para adaptar.

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  17. Achei muito descontraído e inspirador o seu blog a respeito do comportamento dos Brasileiros que imigram para Países estrangeiros. É de grande utilidade. Vale para refletir.

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  18. Boa tarde.
    Muito bom e esclarecedor seus comentários.. Meu filho passou as férias em Quebéc e se integrou totalmente (usando o que foi postado). É exatamente isso. Aprender e ensinar quando solicitado. É uma via de mao dupla.
    Parabéns.

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  19. Ótimo texto , no Brasil as pessoas infelizmente tem que aprender a não menosprezar as pessoas só pq tem um trabalho humilde … como foi falado do Mc Donalds … aqui se vc falar que trabalha no mc donalds as pessoas tiram sarro de você , e lá fora não … Lá fora as pessoas respeitam e tratam como devem ser tratadas , como um emprego como qualquer outro !
    As pessoas poderiam mudar tudo isso só que não querem !
    E outra cada país é uma cultura diferente, tiro o chapéu pra esses países onde respeitam cada serviço não importa se é mais humilde ou se é presidente de uma empresa !

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  20. Fritas com coalho deve ser uma delícia. Estou me preparando para imigrar para Portugal e achei bem interessante os pontos mencionados, vida nova e novos hábitos sim, não é porque eu fico de pijama o dia todo na minha casa que signifique que eu possa fazer igual quando sou visita na casa dos outros. Trabalhar isso mentalmente deve ser bem difícil, mas acredito que com força de vontade dê para se adaptar sem pagar mico.

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  21. Cara, excelente texto, um dos melhores q já li sobre o tema. Acompanho seu blog a muito tempo, minha esposa participa do “seu” grupo de whatsapp e tbm gosta muito. O que mais me agrada no seu blog é o nível de detalhes q vc passa, n é aquele “mais do mesmo”. Apesar de ler bastante seus textos eu nunca havia parado pra comentar, mas desse n podia passar. Parabéns!
    Apenas 2 pontos…
    Sobre o item 5, pelo menos na minha visão, a questão nem sempre é preconceito. Eu, por exemplo, detesto trabalho braçal. Se tiver q fazer eu faço, como farei aí se precisar, mas vou buscar algo q me agrade mais. E sobre essa questão no Brasil, mais especificamente nos comentários q ouvimos de nossos pais, creio que o que conte muito é a questão da remuneração baixa, afinal no Brasil para vc conseguir se manter c certo conforto n dá pra viver de salário mínimo.
    No item 7, podemos comparar c os imigrantes aqui no Brasil. Conheço vários, super adaptados, e o fato de terem experiência diferente da nossa é super interessante. Porém, vemos também muitos sentindo falta do país de origem. Acho q essa “saudade” sentida por quem mora fora será eterna. Morei 2 anos no exterior e sentia falta do Brasil, porém quando voltei já queria ir embora de novo…
    Pra finalizar, seu português é ótimo, melhor do q o meu q moro no Brasil, nenhuma bizarrice. Parabéns mais uma vez. Abraço (mas só pq vc é brasileiro hehe)

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  22. Parabéns pelo texto, agrega e traz excelente dicas! Além do tom leve e bem humorado!!
    Que vc continue levando um pouquinho do Brasil onde quer que vá, com esse jeito descontraído!!!!
    Felicidades e sucesso, sempre!

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  23. Moro no Brasil, mas fiquei curiosa e li o artigo. Não pretendo morar fora do país, mas suas dicas foram úteis até mesmo para uma passagem turística no exterior.
    Vi que alguns criticaram seu português, porém o que mais achei estranho foi você escrever (opinião pessoal) em um comentário (21 de junho, resposta à Andrea), exatamente o que criticou no artigo. 😑

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  24. Texto pródigo em pecados: vaidade, soberba, arrogância, prepotência, mesquinharia, preconceito, autoindulgência…
    Embora algumas das “dicas” façam certo sentido, o tom despudoradamente presunçoso atrapalha mais do que ajuda.
    Esse discurso demagógico e quase infantil, “se não gosta disso ou daquilo, então volta pro seu país” é uma abordagem agressiva e insensível, para dizer o mínimo.
    Quase ninguém muda de país cheio de certezas e de amores pela nova nação. A maioria vai para onde deu, para onde pode, para onde já conhecia alguém ou teria mais facilidade de conseguir trabalho. Vai para onde o recomeço possa ser menos penoso e não para onde seria perfeito.
    A maior parte dos imigrantes carrega inseguranças e medos, sofre decepções, sente saudades, passa perrengues e tem momentos de arrependimento.
    Demora-se muito para se acostumar com um lugar novo ou para ter certeza de que não vai conseguir se acostumar.
    E voltar não é nada fácil. Além dos fatores financeiros e logísticos, tem a questão da sensação de fracasso, da vergonha de colocar o rabo entre as pernas.
    Poucos têm coragem para deixar a nação, parentes, amigos e a própria história para trás.
    E menos ainda têm coragem de continuar em outro país mesmo após diversos tombos e revezes.
    Quase todo imigrante é um bravo. E, como tal, merece algum respeito.

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    1. Olá Jean Pierre.

      Primeiramente, obrigado pela leitura e comentário. Talvez haja um mal entendido. Eu sou imigrante, moro há 4 anos no Québec, como disse no começo do post. Eu também auxilio muitos brasileiros que chegam por aqui sem conhecer muita coisa. Dou aquela mão explicando como fazer os documentos necessários, tirar carteira de motorista, ajudo com expressões em francês que pouca gente conhece quando chega. As vezes sirvo até como coach de vida e trabalho, pelo simples prazer de ajudar.
      Todas as atitudes aqui colocadas foram observações minhas nestes 4 anos de vida no Québec. Atitudes que incomodam os locais e que nós brasileiros não percebemos por estarmos habituados. Em nenhum momento eu fiz uma crítica ou disse que essas atitudes são erradas ou repreensíveis, mas podem prejudicar na integração em outro país.
      Em algumas das atitudes eu me incluo. Mudei de opinião e parei com algumas por aprendizagem. E também, como eu disse, eu auxilio os recém-chegados. Respeito cada imigrante, com suas dificuldades, erros, assim como celebro cada acerto e aprendizagem. Não há nada mais gratificante que ver gente que teve tal coragem vencer, até porque, sei bem o que é isso. 😉

      Abraços.

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  25. Gostei bem do texto e achei muito interessante.Sabe se que muita coisa que temos vem de nossa cultura, costume e convivência,que devemos nos abdicar abrindo portas para novos horizontes.otimas dicas, obgdo

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  26. Muito legal o que escrevendo. Acho que a maioria dos brasileiros passam por isso no primeiro ano pois temos a sensação que as coisas podem mudar no Brasil. Infelizmente depois que voce volta para visitar o Brasil e percebe que nada mudou voce começa a aceitar e ser imigrante se torna mais facil. Posso dizer que pelo menos no Canada, eu fui muito respeitada profissionalmente pois as pessoas que me contrataram sabem como é dificil lidar com mudança principalmente ter que fazer parte de uma nova cultura e o fato de aprender tudo de novo em um outro idioma. Isso é uma caracteristica que muitas empresas buscam e poucas pessoas possuem.

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  27. Gostei muito do texto, pois me fez refletir sobre o etnocentrismo velado dos brasileiros no exterior. Concordo com sua críticas. No entanto, acredito que se o texto tivesse um tom menos inquisidor, ele ficaria ainda mais rico. A autora faz críticas muito duras e taxativas, julgando os comportamentos narrados como completamente errados. Sua análise poderia poderia ter menos julgamentos sobre os brasileiros. Isto daria mais sofisticação ao texto.

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    1. Olá Andrea!

      Agradeço pelo comentário, mas ao mesmo tempo gostaria de dizer que não são críticas e nem julgamentos. São atitudes que vejo no meu dia-a-dia e, como convivo, 24h por dia com o pessoal daqui, eu usei os comentários deles para compor essas dicas. Ninguém é obrigado a seguir, afinal é uma opinião, baseada na minha experiência.
      Assim como ninguém é obrigado a concordar.
      Eu mesmo me incluo nessas atitudes, fiz algumas e tive certas reprovações. No Brasil não reparamos porque estamos acostumados, mas fora somos reparados pelas atitudes.

      As dicas são apenas para ajudar na integração em outro país. 😊😉

      Obrigado novamente pela leitura, interesse e opinião.
      Abraços!

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    1. Eu como arroz e feijão em casa, faço picanha na churrasqueira, caipirinha (que eles amam), tenho amigos que fazem feijoada, pastel, coxinha.
      Todos os ingredientes existem e tem até alguns restaurantes ou lugares bem brasileiros. Até maracujá já encontrei aqui pra caipirinha.

      A diferença é que a grande maioria e os pratos locais não são como no Brasil, mas é porque não estamos no Brasil! 😊

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  28. O problema do brasileiro é que ele quer sair do Brasil e continuar vivendo como se estivesse no Brasil, tirando a parte ruim…

    Calma lá, né?

    E nem precisa sair do Brasil! É só ver como nos comportamos mudando de estado dentro do Brasil – é carioca reclamando que não tem praia em São Paulo, paulista reclamando que baiano é devagar, mineiro reclamando que Curitiba é frio e por aí vai…

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  29. O que não gosto mesmo é da comparação, que não é nada inteligente, desconsidera a história das pessoas e a construção de seus países. Não gosto da atitude de brasileiro quando está fora e fica falando mal do Brasil, como se existisse paraísos e países sem problemas, o que não é nada real.
    O Canadá pra mim é um país que tem pouca desigualdade social, o acesso a bens e serviços é pra todos e isso pra mim é excelente e ponto final.

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  30. Sei bem como é. Tive uma breve passagem pela Europa há muitos anos atrás. Ao contrário do que dizem, são um povo familiar e acolhedor, desde que lhes dê tempo de te conhecer. E, sei que irei ao item 1, mas não consigo evitar. Seus erros de português estão perdoados. Minha prima mora na Inglaterra há 30 anos e quando vem nos visitar, temos que usar de telepatia para a comunicação.

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    1. Perdoa não Vilma! Hahaha… Eu reconheço meus erros de português, mas não tive tempo de revisar. Ou publicava ele ou deixava de rascunho junto com outros 8 posts. Preferi publicar sem revisão. 😊

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  31. Eu sonho em morar fora do Brasil. Nunca imaginei nem metade de todos esses “problemas”, pq na verdade não acredito que eles existam de verdade! Meu único receio é sofrer preconceito por ser brasileiro, que muito se fala no Brasil, mas de certo modo, também acredito que essa seja o menor dos problemas por que os próprios nativos vão agir de defesa para a pessoa estrangeira que possivelmente sofra com isso publicamente.

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  32. Gianni, adorei seu texto. Tive o prazer de estar em Toronto por 20 dias fazendo intercâmbio. Percebi muitas das coisas que descreveu mas ai invés de me sentir incomodada, me apaixonei por este lugar. Virei fã, amei!!! Admiro muito!!

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  33. Oi. Gostei muito do artigo , super bem humorado com dicas que podem ser úteis, podia ser resumido por “tenha educação”. Mas muito feio os erros de português tipo “respeite ele” quando o certo é respeite-o.

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  34. Concordo esforço e dedicação é tudo, horrível ser hóspede e reclamar de quem te acomoda,leis são leis não são para serem questionadas e sim para serem cumpridas.

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